O evento tratará do conceito de interdisciplinaridade em seus diversos e extensos aspectos, tais como: profissional, social, tecnológico, educacional, familiar, etc. Trabalharemos no decorrer do encontro também, o conceito multidisciplinaridade e suas diferênças em se comparado a interdisciplinaridade. Será trabalhado também, os limites de alcançe da interdisciplinaridade, como pode ser aplicada a interdisciplinaridade em sala de aula, etc.
Espero que gostem e que possam aproveitar o que será por mim mostrado nesse enconto.
Eduardo de Freitas
Palestra realizada no VI Encontro de Educadores promovido pela Uniabeu (campus Nilópolis) com o tema escravidão africana (focada na expansão árabe no séc VII).
Segue abaixo um cronograma dos pontos abordados na palestra.
Conceito:
Não se pode generalizar este acontecimento na história, pois este fato possui especificidades distintas nos diferentes tempos e lugares históricos, apesar disso esteve sempre permeada pela violência, fosse ela física, ou moral, e sempre se empregou ao cerceamento da liberdade do indivíduo.
1- África – não pode ser entendido como um espaço que agrega uma cultura, uma etnia e uma geografia homogênea.
2- Escravidão orgânica -
· Não institucional, ausência de documentação;
· Sujeito ESTÁ e não É escravo, portanto não se estende aos seus descendentes;
· Escravidão voluntária, prisioneiro de guerra;
3- Escravidão islâmica – século - VII – XV
· Expansão árabe;
· Imposição do islamismo / Guerra Santa – Jihad;
· Eunuco;
· Inicio da escravidão como uma instituição / ausência de documentação e leis;
· Escravidão não hereditária (familiares e descendentes não se tornam escravos pela sua escravidão, e o escravo uma vez fugido não pode ser recuperado);
· O escravo ainda possui um lugar na sociedade;
· Escravizar para não ser escravizado;
4- Escravidão européia – século XVI – XIX
· Institucionalização e burocratização da escravidão;
· Leis;
· Coisificação do sujeito escravo;
· O escravo passa a ser cotado no mercado / mercadoria / moeda;
· Exportação ultramarina do escravo;
· Escravo como condição permanente, e hereditária;
· Escravizar para não ser escravizado / negociação.
Bibliografia:
SILVA, Alberto da Costa e. A enxada e a lança: A África antes dos portugueses. 3ª ed. Rio de Janeiro. Editora Nova Fronteira. 2006.
_________, A Manilha e o Libambo. A África e a escravidão, de 1500 a 1700. 4ª ed. Rio de Janeiro. Editora Nova fronteira.
SOUZA, Maria de Mello. África e Brasil Africano. São Paulo. Editora Ática. 2008.